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sábado, 11 de julho de 2009

Ser professor pode fazer mal à saúde

Veiculam uma propaganda no rádio atualmente que diz, parodiando as campanhas anti-tabagismo, que ser professor pode fazer mal à saúde.
Estudo italiano traduzido e publicado na Revista Proteção aborda as condições de trabalho do professor, as doenças físicas relacionadas e as de ordem psicológica como a síndrome de burn-out. Os jornais publicam quase que diariamente notícias da violência que hoje sofrem esses profissionais, agredidos fisicamente por alunos, hostilizados emocionalmente por outros, além de todas as agruras que muitos passam pela falta de condições de trabalho e de salário, uma característica desta profissão com raras exceções.
Contudo creio que hoje um sofrimento por que passam vários mestres é a dúvida sobre quem é o aluno com quem ele se relaciona.
Escutava hoje o chamado do IDC sobre um ciclo de palestras gratuitas sobre filosofia, as questões da moral e da ética, dentre outras importantes para a compreensão da sociedade em que hoje vivemos e sofremos os resultados da sua evidente desagregação.

Falar sobre esse tema a alunos de curso técnico já soou impróprio numa disciplina de Direito Ambiental, quando, como preparação à compreensão sobre o que sofre o meio ambiente, a legislação ambiental não necessitasse da compreensão dos valores discutidos pela moral e a ética. É um tema que "enche lingüiça" e os jovens recém ingressantes num curso já demonstram a capacidade de julgar se um professor está certo ou errado na sua proposta metodológica em poucas aulas ministradas.
Alguns alunos demonstram uma capacidade de gastar valores altos de mensalidades para forçar incansavelmente a precarização das aulas, sempre achando que tem muita matéria, pra que serve tal conteúdo, por qual motivo precisam se esmerar num trabalho de pesquisa, se hoje os conceitos o permitem passar com desempenho mínimo e ao final aparecerá um A de aprovado para todos aqueles que tiraram um C ou um A.
Outros demonstram deficiências importantes de formação anterior, com incapacidades de escrever em lingua portuguêsa ou mesmo se expressar verbalmente na língua mãe e revoltam-se quando são cobrados ou mesmo declarados sem condições de aprovação culpam o professor.
Quais os valores morais que seguem esses seres humanos adultos, voluntários para os ensino técnico e superior, que agem com malandragem, faltam aulas para assitir partidas de futebol, se atrasam no retorno dos intervalos, perseguem professores pedindo suas cabeças e logo adiante estão precisando de "ajuda" no semestre de formatura por não conhecerem ainda, no final dos estudos, o Bê-A-Bá do curso que escolheram?
Um aluno em estágio um dia me proporcionou uma certa esperança, que mais tarde veio a se dissipar, novamente ressurgir, se perder novamente, emocionar depois, nesta sina que vive um professor esperançoso.
Disse ele que abandonaria o estágio por não haver nada o que fazer. Orientado de que a empresa e o grupo de trabalho era conhecido e um ótimo campo de estágio, foram feitas recomendações para que aproveitasse melhor a oportunidade.
Dias depois espontâneamente o aluno diz: Professor, eu deveria ter estudado mais, aproveitado as aulas, estou sentindo falta de muitas coisas e agora tenho que correr atrás durante o estágio.
Outro dia, um aluno de uns 30 anos disse: Professor, vou ligar para a minha mãe, para ela comprar umas cervejas para quando eu chegar em casa, assitir ao jogo do nosso time tomando uma geladinha. Ele ligou do seu celular momentos antes de iniciar a aula e fez seu pedido.
Dez minutos antes do intervalo ele levanta e com um semblante preocupado e sério e esfregando a mão no abdômem em movimentos circulares disse: Professor, não estou me sentindo bem, vou embora agora. Perguntei-lhe como, se há pouco falava alegremente em tomar uma cerveja assintindo ao jogo em casa. Então o aluno disse: Na verdade preciso acordar cedo amanhã para o trabalho professor, e se foi.
Esses são poucos exemplos de várias posturas que soam estranhas, ainda que numa sociedade que muitos cultuam o funk BBB - barato, brega e bagaceiro - a violência, o individualismo, o desrespeito, as drogas. Jovens alunos mostram-se presunçosos quando entram numa sala de aula como clientes de um negócio que os faz tentar esconder suas incapacidades intelectuais e morais no exercício de um autoritarismo que deveria se caracterizar por natureza a velhos ranzinzas e decadentes. Hoje, admirando alguns ditos velhos, vejo nos mesmos mais luceidez, dinamismo, espírito de conciliação, do que em jovens violentos e sem opnião própria, seguindo facilmente líderes negativos.
O motivo do presente post pode ser um desabafo, uma defesa, um protesto contra uma sociedade decandente que também se faz representar dentro de salas de aulas.
Acho que é isso, mas também é uma defesa em favor da maioria dos jovens esforçados, sérios, criativos, honestos consigo mesmos que podem estar diante desses exemplos de colegas e terem dúvidas se vale a pena o esforço que fazem.
Tenham certeza que vale sim! Certamente esses valorosos terão os melhores empregos e vida do que os demais que ainda desperdiçam seu tempo e dinheiro enganando a si próprios.

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