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sexta-feira, 2 de abril de 2010

ATO INSEGURO, um equívoco inaceitável no ensino da Segurança do Trabalho

Resolvi postar novamente este artigo para facilitar a leitura daqueles com vem, recentemente venho debatendo sobre o tema, isto é, os curiosos e ávidos alunos do primeiro semestre de cursos de segurança do trabalho, assim aqueles mais já mais veteranos nos estudos prevencionistas que já expressam com mais firmeza suas opiniões e experiências. Junto a este post, logo abaixo, temos alguns comentários. Faça os seus e boa leitura.


Segunda-feira, Junho 22, 2009

ATO INSEGURO, um equívoco inaceitável no ensino da Segurança do Trabalho


Esse texto é em homenagem à Professora Maria Muccillo, de quem tenho saudades e saudades de suas aulas, com quem aprendi a pensar a segurança do trabalho e defender com coragem os melhores interesses da prevenção e que muito fez e faz para a Educação do Trabalhador e para o respeito aos profissionais da Segurança do Trabalho.==============================================

Há muito tempo nos debatemos com as opções que professores, alunos, profissionais da prevenção de acidentes tem à sua disposição quando se oportunizam ao ensino e ao aprendizado da Segurança do Trabalho. São vários temas que geram controvérsias e que, em situação mais grave ainda, não geram a necessária controvérsia. Um exemplo é o importante tema que trata da gênese dos acidentes do trabalho, assunto de fundamental importância tratado desde as primeiras letras com os alunos de cursos técnicos de segurança do trabalho. Com base nessa compreensão é que alunos terão uma melhor noção do todo que devem aprender e apreender em todo o resto de sua formação técnica. O Ato Inseguro como causa de acidentes do trabalho, ensinado ainda no ano de 2009, com conceitos ainda presentes em cursos de formação de membros de CIPA, na formação de Técnicos em Segurança do Trabalho, de Engenheiros de Segurança do Trabalho, em livros novos é um absoluto equívoco, inaceitável para a formação de prevencionistas que irão desenvolver suas ações com base em sistemas de gestão cada vez mais implementados pelas empresas. Conhecemos desde há muito que o surgimento do termo Ato Inseguro não foi para culpabilizar o trabalhador pelo acidente, porém foi isso que ocorreu. Ainda nos bancos escolares em 1991, professores de quem tenho muito a me orgulhar de ter sido aluno, já questionavam o incrível percentual de acidentes causados por atos inseguros, isto é, cerca de 95% dos casos. A crítica a esse fato, ou seja, da culpa do trabalhador pelo acidente ser o fator preponderante, há 18 anos, já instigava os alunos a buscar uma melhor explicação para os hoje cerca de 500 mil acidentes do trabalho anuais no Brasil. O Ato Inseguro vem sendo utilizado ainda como motivador preponderante para os acidentes do trabalho e conceituado muitas vezes de forma convidativa, noutras vezes nem essa preocupação existe, com o uso dos fundamentos da culpa como sinônimo de ato inseguro. Alguns exemplos de conceitos de ato inseguro temos a expor: a) É a desobediência de um procedimento seguro de comum acordo, estabelecido como regra geral, isto é, essa desobediência pode ocorrer quando a pessoa não faz o que deveria fazer, a pessoa faz o que não deveria fazer, a pessoa faz diferente do que deveria fazer. b) Ação ou omissão que, contrariando preceito de segurança, pode causar ou favorecer a ocorrência de um acidente. c) É o ato praticado pelo homem, em geral consciente do que está fazendo, que está contra as normas de segurança. São exemplos de atos inseguros: subir em telhado sem cinto de segurança contra quedas, ligar tomadas de aparelhos elétricos com as mãos molhadas e dirigir a altas velocidades. Vejamos algumas questões expressadas diante desses simples exemplos, isto é, nenhum deles afasta a responsabilidade da vítima pelo acidente sofrido, tampouco explicam como que consciente, um ser humano poderá agir de forma a prejudicar a si próprio. Em debates em salas de aula, na abordagem desse tema com os alunos, destacamos que o ato inseguro remete sempre a situações de desatenção, distração, erro do trabalhador. Fosse isso a verdade, e o ato inseguro com esses fundamentos e os conceitos citados acima, não seria melhor estudarmos hipnose para conquistar a atenção plena do trabalhador durante a sua jornada de trabalho? Hipnotizado é claro! Para que serviriam as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho – NRs, se os acidentes poderiam ser evitados se os trabalhadores não errassem, prestassem atenção, não se distraíssem? Não seria melhor e mais barato deixar o trabalhador subir num andaime e ao invés de exigir o uso do cinto de segurança bastaria pedir que prestasse atenção? E o problema maior é a desobediência do trabalhador a regras, não seria melhor ser adestrador do que técnico em segurança do trabalho? Não seria mais eficiente? A questão é que é possível sim oportunizar aos alunos, aos trabalhadores uma visão mais avançada, menos rançosa e mais honesta quanto aos reais motivos que levam aos acidentes do trabalho, lembrando frase da competente Professora Maria Muccillo. O Professor João Cândido de Oliveira, Médico do Trabalho, Professor da Universidade Federal de Minas Gerais, em artigo publicado e disponível para download aqui no site GersonRocha.com em DOWNLOADS SST, com o título Segurança e Saúde no Trabalho: Uma questão mal resolvida explica com palavras mais apropriadas que ao profissional de segurança do trabalho, que aceita o ato inseguro como causa de acidente do trabalho, deverá questionar o que levou a ocorrência do referido ato. O ilustre professor diz ainda mais o seguinte: "Se o erro do trabalhador é o principal fator de acidente do trabalho, o pressuposto para isso é que o trabalhador nunca erra e quando erra ocorre o acidente". Sinceramente, você entende que é assim mesmo que acontece? Não descartamos que o ato humano é fator de acidentes do trabalho e aqui não vai nenhuma contradição ao que defendemos até aqui. O que veementemente recusamos, abominamos é que isso seja tratado como o principal e único fator causador de acidentes do trabalho e até propusemos o seguinte desafio: Se a empresa, instituição pública, dotar seus processos de trabalho com a utópica perfeição em termos de gestão em segurança do trabalho, aceitaremos de igual forma que se um acidente do trabalho ocorrer, será pela culpa exclusiva do trabalhador, pois com a perfeição em segurança do trabalho existente, restará apenas essa variável humana, de natureza imprevisível, a causar um acidente. Essa natureza imprevisível mencionada poderá ser questionada pelo leitor, afinal ao prevencionista cabe prever tudo o que poderá ocorrer no ambiente de trabalho, com o nobre objetivo de evitar um dano. Mas lembro que ainda em 1700, Bernardino Ramazzine, Pai da Medicina do Trabalho, abordou fator importante para a compreensão da complexidade da gênese dos acidentes e doenças do trabalho. Destacou as condições sociais que naturalmente influenciam as atitudes dos trabalhadores nos ambientes de trabalho. Por fim, lembro-me da importância de ensinar bem nossos alunos, ajudar a formar profissionais críticos e com capacidade de seguirem se aprimorando e não entregar-lhes, sem qualquer debate, conceitos antigos, ultrapassados e que em nada fizeram reduzir os índices de acidentes do trabalho. Um dos temas importantes para a formação de um técnico é investigar acidentes do trabalho. Isso está destacado no CBO desse profissional, mas para que aprender técnica tão complexa se o motivo do acidente do trabalho já está predeterminado pelos 95% do Ato Inseguro? Na avaliação de um trabalho a ser entregue, na preparação de um curso de CIPA, apesar dos apelos, o aluno copiou apresentação da internet que continha o ato inseguro como causa de acidentes do trabalho. Questionei-o e ele se saiu assim: Não vou lhe justificar professor, pois o senhor não iria aceitar mesmo. Concluí que o aluno não tinha convicção daquilo, mas por preguiça, copiando algo pronto e enganando a si próprio, perdeu a oportunidade de crescer profissionalmente ainda no experimento em ala de aula. Por outro lado, grupos de alunos com apenas um mês de aulas, início de curso, oportunizados a partir de uma abordagem crítica, compreendem que os acidentes do trabalho são eventos complexos, motivados por múltiplos fatores, que passam longe do ato inseguro. Na verdade, dispensam até mesmo a utilização de termo tão pernicioso à causa da prevenção de acidentes e doenças do trabalho. Veja a ilustração dessa matéria. O aluno Marcelo Abreu, para apresentação de trabalho de pesquisa que tratava sobre Fatores Causais de acidentes do trabalho, cujo fator proposto abordava sobre o Gerenciamento e Organização da Empresa, destacou com sua arte dos quadrinhos, quatro histórias com um conceito avançado, limpo, claro que, em nenhum momento, necessitou culpar a vítima do acidente pelo dano que sofreu. Parabéns para ele e seu grupo e especialmente para a sua musa inspiradora. Finalizando, destaco a satisfação, a alegria de ter recebido do hoje Técnico em Segurança do Trabalho do Sport Club Internacional de Porto Alegre-RS, Anderson Dutra Macedo, antes meu aluno, hoje colega de profissão, a notícia recente, veiculada na Revista Proteção (que recomendo a assinatura), sobre o banimento do termo ATO INSEGURO da NR – 1 da Portaria 3214 de 1978 do Ministério do Trabalho e Emprego. Certamente tal atitude forçará àqueles que ainda utilizam o Ato Inseguro de forma equivocada a mudar seus conceitos e reforçará a defesa daqueles tantos que já há muito vêm buscando os verdadeiros fatores causadores de acidente e doenças do trabalho. ================================================== “Através da Portaria nº 84/09, o Ministério do Trabalho corrigiu um antigo erro. A expressão "ato inseguro", contida na alínea "b" do item 1.7 da NR-1, foi retirada da regulamentação, assim como os demais subitens que atribuíam ao trabalhador a culpa pelo acidente de trabalho. O novo texto esclarece a possibilidade da divulgação de ordens de serviço sobre Segurança e Saúde por meios alternativos como, por exemplo, cartazes, comunicados e meios eletrônicos. Na opinião do médico do trabalho e especialista em análise de acidentes do trabalho, Ildeberto Muniz de Almeida, a aprovação desta alteração representa a desconstrução das práticas de atribuição de culpa às vítimas de acidentes. " Não se trata apenas de uma mudança restrita aos instrumentos legais. Isso significa que o MTE retomou seu trabalho de incentivo à prevenção de acidentes, incluindo novas propostas de formação e de atualização de seus auditores fiscais", considera Almeida. Reprodução da matéria publicada na Revista Proteção edição nº 208 - 04/2009.” =================================================

2 comentários:

diego disse...

Quando eu decidi fazer um curso técnico eu tava na duvida entre técnico de enfermagem e de segurança do trabalho mas como tenho muitos conhecidos nessa área escolhi segurança do trabalho mais por cuidar dos aspéctos legais dos trabalhos principalmente na prevenção dos trablhadores e eu como futura técinca de segurança quero e vou estar bem preparada para isso tudo pois tenho exelentes professores.

bruna disse...

bom sou estudante de tecnico de segurança do trabalho e estou muito feliz por ter escolhido esta profisao gostei muito dessa materia de voces

29 comentários:

cristian disse...

Grande professor Gerson como sempre abordando assuntos de fundamental importância para nós prevencionistas.
Acredito que está havendo hoje um grande choque de culturas de nós TST novos, e os TST mais antigos que tem essa questão do ato inseguro como norte para seus trabalhos, é mais fácil e cômodo acusar só um lado como agente causador e maquiar as ações como eficazes culpando o trabalhador e escondendo um sistema arcaico e de pouco investimento por parte das empresas e só com este tipo de debate começaremos a mudar esse quadro.

abraço

Gerson Rocha disse...

Obrigado Cristian, é muito bom te ver reafirmando tua postura como Técnico em Segurança do TRabalho. É muito bom, ao ler teu comentário, lembrar que fui teu professor e hoje melhor ainda é saer que és meu colega Técnico em Segurança do Trabalho.

Um abraço

Gerson Rocha disse...

Blogger Giani disse...

Olá Profº Gerson caro educador, já tenho minha opinião formada sobre ato inseguro. E vc é responsável por ela. Tal justificativa não faz parte de meu aprendizado como aluna (aplicação), e nem será aplicado no campo de trabalho, quando eu estiver atuando como Técnica de Segurança do Trabalho. Faço um questionamento. De que valeria estudar tanto, buscar desenvolver a percepção aguçada no ambiente de trabalho, para apurar minunciosamente as causas de um acidente de maneira correta e justa. Diante disto aplicar a prevenção ou até mesmo corrigi-lá (em caso de falha).Se ao concluir um relatório se colocasse como justificativa causa do acidente "ATO INSEGURO" Seria muito fácil mesmo.. De que valeria...?????
Gostei muito da matéria....

4:56 AM
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edson disse...

Sempre ouvi e vou continuar ouvindo, por aqueles experientes profissionais da área. Com suas opiniões impíricas. Onde sempre o trabalhador é o culpado por qualquer tipo de acidente. Existem vários fatores internos e externos... Que devem ser analisados antes de culpa-los. São dois pesos para duas medidas. O que leva ao ato inseguro é o seu corportamento..


Edson

Anônimodisse...

Olá prof. gerson .Classificar um acidente de trabalho como "ATO INSEGURO" , passa muito por uma investigação honesta e transparente e principalmente a concientização do perigo de acidente de trabalho .Nao apenas classificar um ato inseguro mas sim evitá-lo. ass: Felipe Silva

Gerson Rocha disse...

Elisa Hamed - TST 204

Olá Professor!
Fico pensando...como o senhor e a prof. Janaina sabem tanto?É tão bonito ouvir uma pessoa culta!Sem demagogias,mas vocês dois estão sendo meu espelho.
Sobre o texto que li,achei muito interessante,parecia que estava lhe ouvindo em sala de aula!!
Minha opinião é que provavelmente um problema pessoal leve um trabalhador a cometer um ato inseguro,como...drogas, alcoolismo, saúde de familiares ou de si próprio,etc...
Embora eu possa vir a questionar um ato inseguro de um funcionário,pois depois de cumprirmos nosso trabalho com eficácia e não recebermos da parte do trabalhador o mesmo,caso não seja problemas pessoais,poderá apenas estar tomando lugar de alguém que precise e mereça mais aquela vaga de emprego do que ele um tolo e irresponsável.
Mas nunca esquecendo que cada caso é um caso!
Como futura Técnica de Segurança do Trabalho,sei que terei de usar muita psicologia com meus trabalhadores,até porque para me sentir realizada profissionalmente, terei que cumprir com meus ensinamentos "aqueles, que me orgulharei de lembrar ensinados pelos professores que jamais esquecerei,assim como foi com o senhor e seus mestres".
Temos que ter como objetivos de vida...nunca desistir! E assim devemos ser com nossos trabalhadores,pois nossa função é proteger e servir!!
Espero que tenha entendido meu parecer.Um abraço!!

Gerson Rocha disse...

Oi Elisa, obrigado pelo apoio. Realmente a Profa. Janaina é excelente e como pessoa igualmente. Bom saber que estás motivada e buscando seguir um caminho que certamente te trará sucesso. Logo serpa tua a saber tantas coisas da SST como eu e Janína, aprendizes, já sabemos. Um abraço

Lisieedisse...

Lisiee - TST 312

Olá prof Gerson...

no inicio do curso tive serias duvidas sobre continuar ou não no TST. Depois da sua aula acabei me interessando muito mais sobre o curso.
Bom, não podemos classficar o Tec de segurança como uma pessoa 100% correta e sem nenhum erro, pois errar é humano. Um bom Tec, tem que ter uma boa base de ensino para poder demostrar tudo que apreendeu para os seus "funcinários". O Tec tem que tentar sempre prevenir e ensinar as pessoas a trabalharem com responsabilidade e segurança. Acho q o TST vem crescendo com força nos ultimos tempos e cada vez mais tem ganhado mais espaço e aprendizado.

Quero sim ser um Tec com muita responsabilidade e podemos mostrar o que apreendi em sala de aula com vocês professores.

Obrigada

Letícia Huberdisse...

Caro Professor Gerson!
Concordo plenamente com seu texto, pois fica muito fácil ao tentar se buscar a culpa pelo acidente, simplesmente denominá-lo como Ato Inseguro e deixar com que a culpa fique com o trabalhador, sem antes se investigar se esta é de sua plena responsábilidade.
Muitas vezes apesar de o Ato Inseguro ser o fator final e determinante para que um acidente ocorra, ele é apenas a última parte de uma série de erros que ocorrem, passando por todos os responsáveis, incluindo ai os Engenheiros em Segurança, A Empresa e os Técnicos em Segurança do Trabalho e que acabam culminando com o acidente do trabalahador, que acaba levando toda a culpa.

Maicon jonesdisse...

Tudo bem professor Gerson analisando esses assuntos sobre ato inseguro concordo sim com sua afirmação,nas sendo uma pessoa critica o trabalhador na maioria das vezes é a vitima mas calejado da vida de nunca ter uma atenção redobrada sobre o assunto de segurança do trabalho ele já não tem a mesma noção de um trabalhador que é acompanhado desde do primeiro dia de trabalho também sei que a estrutura de uma empresa nem sempre é igual a outra as vezes ficamos de mãos atadas até mesmo os trabalhadores exemplo: ele vai dizer a seu encarregado não vou subir lá esta chovendo o encarregado diz esta chovendo mas você vai subir se não esta na despedido ele pensa um pouco e sobe acontece o acidente e o encarregado justifica foi um ato inseguro do trabalhador se tivesse subido sem medo não tinha acontecido o acidente esse é só um exemplo de muitos obrigado pela oportunidade de comentar o assunto a matéria é muito boa para o desenvolvimento de um técnico em segurando do trabalho.

Bruno disse...

É um absurdo que seja necessário uma norma regulamentadora para modificar um conceito burro e injusto. Culpar somente o trabalhador pelo acidente, desonera o empregador e os responsáveis pela segurança no ambiente de trabalho das suas responsabilidades para com o funcionário, por isso esse tipo de comportamento é tão comum, pois sempre haverá entre os corretos: os preguiçosos, espertos ou até mesmo desonestos, um tipo de pensamento tão egoísta que faz com que os trabalhadores sejam prejudicados e cria um comportamento equivocado entre as pessoas que deveriam zelar pela segurança dos trabalhadores.

Bruno - TST 204

cassandradisse...

cassandra tst:204
É prof é bem complicado tudo isso,é claro q temos acidentes por causa de alguns trabalhadores q acham q nunca vai acontecer acidentes com eles,e por isso ñ precisam usar IPis,e ainda ficam bravos quando pedimos para coloca-lós.Mas também tem ´muitos acidentes pelo fato q o trabalhador ñ tem como se recusar a fazer oq encarregado lhe pede,pois acaba se queimando,na realidade sendo técnico de segurança do trabalho temos mais duas funções q seria psicologos,e acima de tudo sermos pai e mãe dos funcionarios,pois estamos ali para cuidar e zelar pela integridade fisicas deles,assim como nós pais fizeram com nós em toda nossas vidas.É isso prof q eu penso

ariane disse...

A verdade que seria extremamente fácil
justificar 'ato inseguro', colocar a culpa toda no trabalhador,entaõ não há pq estuarmos a segurança.O fato é que são conjuntos pessoais e empresarias que influenciam para que o acidente ocorra.
Bom acho que a melhor maneira é tentarmos de alguma forma ou outra ser os mais justos possíveis, e sermos competente o suficiente pra
conseguir tirarmos os preconceitos com a 'segurança' que os trabalhadores tem.

Anônimodisse...
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Gerson Rocha disse...

arianegonz para mim
mostrar detalhes 11:12 (9 horas atrás)
arianegonz deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ATO INSEGURO, um equívoco inaceitável no ensino da...":
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Professor Gerson, sou o que escuto quando vem de pessoas que nos agregam de forma positiva e você como um grande educador que é não seria diferente. Concordo plenamente que ATO INSEGURO não é e jamais deve ser relacionado á culpa do trabalhador.

Nosso dever como prevencionistas é trabalhar para que os acidentes não ocorram e com certeza quando eu ingressar no mercado de trabalho levarei essa forma de pensar sempre comigo, jamais culpando um trabalhador pelo acidente sofrido.

juninho disse...

OLA PROFESSOR!

APÓS LER SOBRE (ATO INSEGURO)MINHA CONCLUSÃO É QUE O ATO INSEGURO É UMA DESCULPA DOS EMPREGADORES PARA FUGA DE SUAS RESPONSABILIDADES,SE UM EMPREGADO FOR CULPADO POR UM ACIDENTE COM ESSA ALEGAÇÃO.DEVE SER FEITA UMA INVESTIGAÇÃO MUITO SERIA A PONTO DE DESCOBRIR ONDE TUDO COMEÇOU.SUA SAUDE,SUA VIDA PESSOAL SEU TREINAMENTO PELA EMPRESA EMPREGADORA.NADA DE JULGAR SEM SABER O REAL MUTIVO.
ADOREI A MATERIA,ABRAÇO PROFESSOR.
ATÉ A PROXIMA AULA.

joao disse...

João Carlos Z.C JR TST 312

Concordo com o que foi dito no texto, os acidentes de trabalho são muito mais complexos do que só olha e dizer que foi um ato inseguro do funcionário, mas acho que isso tem a ver com a ma aprendizagem do tal técnico de segurança do trabalho pois acha muito mais fácil dizer que a culpa foi do trabalhado do que investigar realmente o fator causador do acidente, mas também acho que não podemos deixar de lado o tal ato inseguro porque acho que isso ocorre, deveríamos trabalhar mais em conscientização dos funcionários, palestras, jornalzinho da empresa falando um pouco da segurança do trabalho, como evitar os acidentes e tudo mais que possa interferir na vida do funcionário. As empresas e os empregadores deveriam cuida muito mais da saúde e do bem estar dos seus funcionários dentro da empresa, pois que com isso os funcionários vão se sentir muito mais motivados e com segurança a trabalhar e não vai ser aquela coisa de contar os minutos para ir embora!
Bueno essa é minha opinião, não sei se é isso mesmo que o Sr. queria mas falei como eu realmente penso. Grande abraço

Mauro TST 312disse...

Mauro TST312

Boa Gerson... Mas concordo em partes e vou exlplicar porque.
Acredito se está pesquisa fosse feita agora esse percetual caíra alguns pontos, pois o conhecimento dos professores e o interesse dos alunos cada vez aumentam mais nessa carreira tão importante para todos. Posso concordar que este percentual está muito grande para dizer que foi um ATO INSEGURO, pois não está sendo relevado que são seres humanos e não máquinas, e todas as empresas e técnicos já deveriam trabalhar com a hipótese do trabalhador errar, e neste erro não causar nenhum tipo de acidente. Mas todos nós também sabemos que existem certos "trabalhadores" que forçam o acidente para ter benefícios, nestes casos acredito que entram também o Ato Inseguro. É um assunto que poderiamos ficar horas debatendo e teriamos várias conclusões ou não teriamos nenhuma, mas acho que somente com concientização dos trabalhadores e empregadores poderiamos diminuir estes problemas.
Um grande abraço.
Mauro Menger

Makis disse...

Max TST 312

Prof. Gerson, concordo sim com o texto acima, mas não por completo, pois sim culpar o trabalhador pelo acidente é fácil, mais também temos trabalhadores que agem com má índole para se beneficiar. Todos nós erramos, isso é certo, empresas deviam trabalhar com isso pois ninguém é perfeito e sempre cometerá um erro, obvio que também só culpar o trabalhador é um fato que não pode ser relevado a muitos fatores que estão por trás e devem ser mostrados para que esse termo não apareça como porcentagem de acidentes! Um abraço.

Flávio TST 312disse...

Acho aceitavel, mas se pensarmos que a culpa é sempre do trabalhador ou que os acidentes acontecem por causa de falta de atenção, entaum não é persciso ter um TST nas empresas, e não culpar o proprio, pouquicimas empresas, pra ser mais exato 1 pensa numa solução pra isso como funcionario que está bem no pessoal é um funcionario melhor na empresa, desenvolvendo auxilio familia, plano de saude familiar e por ultimo e mais importante um bom trabalho de concientização com metas e bonificaçõe que afinal estamos no Brasil e infelismente ninguêm faz nada de graça pra ninguêm.
Esse é meu ponto de Vista.

Ass.: Flávio T312

SANDRO ROSA DOS SANTOSdisse...

BOA NOITE PROF.GERSON!DEPOIS DE LER ATENTAMENTE ESSA COLOCAÇAO POSTADA NO SEU BLOG,PERCEBO DA GRANDEZA DA MINHA PROFISSAO E TAMBEM PERCEBO O QUANTO TEREI QUE MUDAR AS COISAS EM PROL DOS FUNCIONARIOS,PARA COM QUE ELES POSSAM VOTAR PARA SUAS CASAS SEM ESTAR QUEBRADO OU DOENTES!É MUITO FACIL CULPAR O FUNCIONÁRIO E DIZER QUE ELE É O CULPADO,SERIA FACIL TRABALHAR DESTA FORMA!MAS TEMOS QUE SAER SE A EMPRESA PROPORCIONA A ESTES FUNCIONRIOS UMA CONDIÇAO DIGNA E SEGURA!TAMBEM PERCEBO O QUANTO SERA COMPLICADO FAZER UM TRABALHADOR CHEIO DE VÍCIOS E MAUS HABITOS,A SE ENQUADRAR NAS NORMAS DE PREVENÇAO!MAS ISSO NAO ME ASSUSTA,PRETENDO DAR O MEU MELHOR PARA MUDAR ISSO,E NAO MAIS SOMETE OUVIR SOBRE OS ATOS INSEGUROS!

Flávio TST 312disse...

Acho aceitavel, mas se pensarmos que a culpa é sempre do trabalhador ou que os acidentes acontecem por causa de falta de atenção, então não é persciso ter um TST nas empresas, e não culpar o proprio, pouquicimas empresas, pra ser mais exato 1 pensa numa solução pra isso como funcionario que está bem no pessoal é um funcionario melhor na empresa, desenvolvendo auxilio familia, plano de saude familiar e por ultimo e mais importante um bom trabalho de concientização com metas e bonificaçõe que afinal estamos no Brasil e infelismente ninguêm faz nada de graça pra ninguêm.
Esse é meu ponto de Vista.

Ignore os erros de Português hehehehe

Ass.: Flávio T312

Aline Santos TST 312disse...

Boa Noite Professor Gerson...

Concordo com o texto,hoje em dia as grandes empresas acham que lidam com máquinas,robôs,e esquecem que são pessoas.Acredito que a falta de orientação as vezes ocasiona em um acidente,que certamente poderia ser evitado.É mais fácil a empresa tirar a culpa de si e jogar em cima do trabalhador.Claro que mesmo sendo orientados,alguns funcionarios não coloboram,ou não aceitam.Acho que isso tudo vai de costume,hábito e orientação.
Abraços.

roberta disse...

Roberta - TST/312


Oi professor Gerson!


Achei bem interessante o texto, e concordo com a maioria das coisas que foram abordadas nele. Geralmente as empresas culpam os funcionários pelos acidentes, porque pra maioria delas, o trabalhador precisa estar sempre disposto, mas não é bem assim, os trabalhadores são seres humanos e precisam de descanso.
Todos nós temos problemas pessoais, e esses muitas vezes interferem na hora do trabalho, e com isso, um funcionário mesmo treinado e ciente das prevenções, pode sofrer um acidente. É claro que não podemos negar que alguns trabalhadores são imprudentes, e por algum motivo, às vezes tentam prejudicar a empresa. Mas nesse caso, cabe ao TST, investigar as causas dessas imprudências, para tentar mudar essa situação e não simplesmente culpar o trabalhador sem nem mesmo li dar a chance de expor suas dificuldades e necessidades.

Tarcisiodisse...

Ola gostaria de primeiro agradecer pela ótima oportunidade de ensino que estou tendo em suas aulas, quanto entrei no curso tinha em mente um tec. de TST totalmente diferente da que tenho hoje. Falando agora sobre o Ato inseguro vejo que o trabalhador em sua maioria não cumpre suas tarefas nas determinadas regras ou ordens corretas, mas sim faz da maneira que lhe favoreça, anulando as maneiras corretas e seguras em alguns casos, assim tento em risco a sua saúde. Não podemos culpar o trabalhador por seus erros, na maioria das vezes, pois um trabalho rotineiro pode lhe oferece favos tipos de desgastes como o mental e o cansaço físico de diferentes formas. Assim acho que nos comum Tec. TST devemos estar mais preparados em questão ao trabalhados sobre a consequências ocorrida e tentar achar uma alternativa para assegurar a integridade do trabalhador assim orientando o trabalhador sobre a maneira correta e segura, informando de que aquilo pode resultar em algum tipo de risco.

EDUARDO SOARES LEALdisse...

eduardo leal tst 312
ola... prof. gerson rocha

Conforme li e comprendi seu texo acabei concordando e descordando de alguns itens sobre esta questao. Seria muito facil para um profissional de segurança do trabalho e para um empregador classificar um acidente de trabalho como um ato inseguro, pondo assim a responsabilidade toda sobre o trabalhador. Claro que por muitas vezes realmente o trabalhador pode ser o culpado, mas nao por um ato inseguro.Nosso dever e aprendizado como prevencionistas do trabalho é nao deixar que acidentes ocorram, mas caso ocorram o certo seria investigar as causas do acidente nao apenas culpando um trabalhador por um ato inseguro e sim trabalhar para que acidentes não ocorram mais.

Dani Damascenodisse...

Vejo que esta discussão está causando o efeito desejado, haja visto a decisão do Ministério odo Trabalho de excluir Ato Inseguro da NR 1.
Ao meu ver Ato Inseguro é uma ação atentatória a saúde de quem está agindo, e se esta pessoa não for um suícida não poderá se dizer que esta fazendo um mal a si própria.
Todos temos momentos de desatençao, e é por isso que as empresas deveriam preocupar-se também com o bem-estar dos trabalhadores, saber o que está ocorrendo com ele, seus problemas, não deixá-lo abusar de horas-extras e se mesmo assim ocorrer um acidente, não simplesmente por a culpa no trabalhador e sim investigar com seriedade, porque sempre poderá haver outra causa e não somente um desrespeito as normas.

Gerson disse...

Caros alunos Comentaristas!

Gostei muito dos comentários também daqueles que de certa forma entendem da existência do ato inseguro como causa de acidentes do trabalho, apresentando relativa discordância aos argumentos do texto.
A reflexão é sempre o mais importante e o objetivo acaba sendo alcança.
Mas gostaria de enfatizar que quando falam em má-fé do trabalhador, atitudes propositais, não estamos falando de acidente do trabalho e nem de ato inseguro, mas de outro fato que, se repercute num acidente, é eivado de vícios, o que deve ser analisado noutras esferas da empresa, que não pelo SESMT ao final.
Atentem para uma condição importante do texto, a minha recusa do uso do termo Ato Inseguro, e veremos nos trabalhos sobre fatores causais que não precisamos usá-lo, mesmo que estejamos diante de causas de acidentes que envolvem m ato humano.

Parabéns a todos

Queren Del Riosdisse...

Estando no primeiro semestre ainda, muitas informações, muitas dúvidas... Entendo que o Ato Inseguro era considerado para muitos uma forma mais fácil de explicar, ou tentar justificar o acidente com o trabalhador... Aprendo todos os dias que não seremos bons técnicos se não praticarmos a prevenção, e para isto é necessário pensarmos assim o tempo todo e passarmos esta mensagem tanto para Empregador/Empregado.

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